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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Igreja Católica e sua função divina: conciliadora dos povos.

O Papa tira os sapatos para entrar na mesquita: respeito.


 “Não é permitido (…) fazer recurso a posições teológicas bíblicas para fazer delas um instrumento que justifica as injustiças. Pelo contrário o recurso á religião deve levar cada pessoa a ver o rosto de Deus no outro e a tratá-lo segundo os atributos de Deus e os seus mandamentos, quer dizer, segundo a bondade de Deus, a sua justiça, a sua misericórdia e o seu amor por nós.”
Foi com esta frase que os padres sinodais resumiram o pensamento que permeou o Sínodo para o Médio Oriente, com os bispos Católicos daquela região. Este pensamento é o vigente na base da igreja desde seus primórdios com os primeiros discípulos e o próprio Jesus Cristo, o Salvador. Após a seqüencia de exposições negativas diante da mídia mundial, devido aos escândalos ocorridos em seu seio, a igreja Católica volta a se destacar em suas aparições públicas, pelo seu lado conciliador, que luta pelo respeito às culturas e ao individuo.
A exemplo disso vem sendo a grande proximidade do Vaticano com os países e a cultura Árabe islâmica. Recentemente, tivemos três grandes destaques dessa relação, antes impensada. A luta da igreja na França para não aprovação da lei contra o véu usado pelas mulheres muçulmanas, e a reciprocidade dos seguidores de Maomé em relação a proibição dos crucifixos nas unidades publicas, apesar desta união não se obteve sucesso de nenhuma das campanhas. 



Já na Espanha, os bispos foram em defesa da jovem de 16 anos expulsa e proibida de freqüentar a escola por usar o véu islâmico. No fim de setembro o Vaticano recebeu uma carta do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pelas mãos de seu vice, onde “pede cooperação das ‘religiões divinas’ contra o secularismo” e, ainda, agradece “ao papa pelo posicionamento contrário ao pastor da Flórida (EUA) que ameaçou queimar o Alcorão em 11 de setembro”. Em referencia ao comunicado liberado pela Santa Sé qualificando tal ato como “’grave ofensa’ contra um livro considerado sagrado por uma comunidade religiosa” onde também deixa claro que “cada religião, com seus locais de culto e símbolos, merece respeito e proteção”. 
Outros exemplos de ajuda que uniu a oração e a ação, segundo os preceitos de São Tiago, foram as  doações em espécie e mantimentos que o Vaticano mandou para os lugares afetados pela ação da natureza, a exemplo do Afeganistão e do Haiti.
A Constituição pastoral “A Igreja no mundo actual”, vem refutar esse papel primordial da igreja em seu proêmio quando diz que “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” e mais adiante, em sua Introdução, onde completa assim “Para levar a cabo esta missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho”.


















JORNAL ANJOS & ARCANJOS
Novembro/2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Encerramento do Ano Sacerdotal - Jornal Anjos e Arcanjos


 
«O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»
Santo Cura d’Ars
No dia 19 de junho de 2009, durante a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus – dia dedicado à oração pela santificação do clero – e por ocasião do 150º aniversário do Santo Cura D’Ars, foi proclamado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, a abertura do Ano Sacerdotal que convoca a todos a intensificarem suas orações pelos padres e para que estes se empenhem na busca pela renovação interior de forma que seu testemunho evangélico seja mais vigoroso e incisivo.
Bento XVI, em sua carta proclamativa, pede que evoquemos “com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. ” Que lembremos do sacrifício cotidiano, do trabalho árduo, das dificuldades e incompreensões, do “serviço incansável e escondido” e, que mesmo assim, muitos se mantêm “fiéis à sua vocação: a de ‘amigos de Cristo’”. Entretanto, ele não esquece que pela infidelidade de alguns ministros, toda a igreja sofre e com isso, vem os escândalos. O papa nos convoca a mesmo diante desses casos que nos causam repulsa, buscar o conforto naqueles que estão “generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal”. Bem como não deixar de “recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue”.
À Maria, como exemplo de doação e amor a Deus, o papa entrega o Ano Sacerdotal e é com um grande cenáculo que Roma encerrará essa celebração, dia 11 de junho de 2010.  Três dias, onde os mais de 7.000 inscritos, dentre eles nosso Arcebispo Dom João Braz de Aviz e alguns padres locais, meditarão sobre a dimensão da conversão permanente da vida sacerdotal e como ela torna eficaz a missão do presbítero. Bem como servirá para “renovar a experiência de um grande cenáculo, como os apóstolos em torno da Virgem Maria, à espera e à escuta do Espírito”, como disse o Secretário da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza, que conclui informando que o Papa participará tanto da vigília em preparação à Solinidade do Sagrado Coração de Jesus, na noite de quinta como da missa na sexta-feira onde será encerrado o Ano Sacerdotal, o propósito sacerdotal para este momento é o de “nos reunirmos afetuosamente ao redor de Pedro, para escutarmos sua palavra que, certamente, saberá ampliar nossos horizontes e mostrar a grandeza do viver e agir da Igreja e dos sacerdotes”.
«No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33).
“Amados sacerdotes, Cristo conta convosco.” Papa Bento XVI



(escrevi para o jornal da PARÓQUIA SÃO GABRIEL ARCANJO - Recanto das Emas - DF)